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Redirecionamento da execução fiscal: quando o sócio pode responder pela dívida tributária

  • 13 de mai.
  • 2 min de leitura

O redirecionamento da execução fiscal é um dos temas mais relevantes do contencioso tributário empresarial.


Na prática, trata-se da possibilidade de a Fazenda Pública cobrar a dívida tributária diretamente dos sócios ou administradores da empresa.


No entanto, a responsabilidade do sócio não é automática. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça consolidou critérios importantes para o redirecionamento.


1. O que é redirecionamento da execução fiscal

O redirecionamento ocorre quando a cobrança inicialmente ajuizada contra a empresa passa a atingir:

✔ sócios

✔ administradores

✔ responsáveis tributários


👉 geralmente em razão de irregularidades na gestão empresarial.


2. O sócio responde automaticamente?

Não.


A simples inadimplência tributária da empresa não autoriza, por si só, a responsabilização do sócio.


📌 A jurisprudência do STJ é firme nesse sentido.


✔ é necessária demonstração de situações específicas previstas em lei.


3. Quando o sócio pode responder

O art. 135 do Código Tributário Nacional prevê responsabilidade em casos de:

✔ excesso de poderes

✔ infração à lei

✔ infração ao contrato social

✔ dissolução irregular da empresa


📌 Comentário jurídico: A responsabilidade depende de conduta irregular do administrador ou sócio.


4. Dissolução irregular da empresa

Um dos fundamentos mais comuns para o redirecionamento é a dissolução irregular.


👉 O STJ entende que:

✔ fechamento da empresa sem comunicação formal

✔ ausência no domicílio fiscal

✔ abandono irregular das atividades

podem justificar a responsabilização dos sócios.


5. Necessidade de prova

A Fazenda Pública deve demonstrar:

✔ presença dos requisitos legais

✔ vínculo do sócio com os fatos

✔ exercício de administração em determinadas situações


📌 Comentário estratégico: Nem todo sócio pode ser responsabilizado indistintamente.


6. Prescrição e redirecionamento

A jurisprudência também consolidou limites temporais.


✔ o redirecionamento está sujeito à prescrição

✔ o prazo conta de forma específica conforme o caso concreto


👉 Esse ponto é frequentemente discutido em defesa tributária.

7. Importância da defesa técnica

Muitos redirecionamentos ocorrem de forma automática ou genérica.


Por isso, é essencial analisar:

  • regularidade da CDA

  • efetiva participação societária

  • atos de gestão

  • existência de infração legal


Conclusão

O redirecionamento da execução fiscal possui limites legais e jurisprudenciais importantes.

✔ a dívida da empresa não transfere automaticamente responsabilidade ao sócio

✔ é necessária comprovação de hipóteses específicas

✔ a defesa técnica pode afastar cobranças indevidas


A análise individualizada do caso é fundamental para proteção patrimonial dos sócios e administradores.


Maria Cristina Neubern Prado

Advogada – Neubern Advocacia

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