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Execução Fiscal: o que é e como o contribuinte pode se defender

11 de mar.
2 min de leitura

Atualizado: 18 de mar.


A execução fiscal é uma ação judicial proposta pela Fazenda Pública para exigir o pagamento de créditos tributários ou não tributários inscritos em dívida ativa.

Antes do ajuizamento da execução fiscal, o crédito passa por um procedimento administrativo de constituição e inscrição na dívida ativa.

A partir dessa inscrição, o ente público pode ajuizar a ação judicial para cobrar o débito.


Como funciona o processo

Uma vez proposta a execução fiscal, o juiz determina a citação do devedor para que pague a dívida no prazo legal ou apresente garantia da execução.

Caso não haja pagamento, podem ocorrer medidas como:

  • penhora de bens

  • bloqueio de contas bancárias

  • restrições patrimoniais

Essas medidas visam assegurar o pagamento da dívida tributária.


Possibilidades de defesa do contribuinte

O contribuinte não está desprotegido diante da execução fiscal. Existem diversos instrumentos jurídicos que podem ser utilizados para questionar a cobrança.

Entre os principais mecanismos de defesa estão:


Embargos à execução

São a forma clássica de defesa na execução fiscal, permitindo discutir aspectos como:

  • inexistência do débito

  • prescrição

  • erro no cálculo da dívida

  • nulidades do processo administrativo


Exceção de pré-executividade

Em determinadas situações, é possível contestar a execução sem necessidade de garantia do juízo, quando a matéria pode ser comprovada de plano.

Esse instrumento é frequentemente utilizado para alegar:

  • prescrição

  • nulidade da certidão de dívida ativa

  • ausência de responsabilidade do executado.


Prescrição e nulidades

Um dos pontos mais relevantes na defesa em execução fiscal é a verificação da prescrição do crédito tributário.

Além disso, a certidão de dívida ativa deve preencher requisitos legais específicos. A ausência desses requisitos pode levar à nulidade da execução.

A análise detalhada do processo é essencial para identificar eventuais irregularidades.


Conclusão

A execução fiscal é instrumento legítimo de cobrança utilizado pela Fazenda Pública, mas não afasta o direito de defesa do contribuinte.

A análise técnica do processo pode revelar nulidades, prescrição ou irregularidades que permitam a revisão ou até mesmo a extinção da cobrança.

Conhecer os mecanismos de defesa disponíveis é fundamental para garantir segurança jurídica e proteção patrimonial.


Maria Cristina Neubern Prado Advogada – Neubern Advocacia

O escritório atua nas áreas de Direito Tributário e Direito Administrativo e também elabora pareceres jurídicos especializados em matéria tributária.

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