Prescrição intercorrente na execução fiscal: o que diz o STJ
- 11 de mai.
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A prescrição intercorrente tornou-se um dos temas mais relevantes nas execuções fiscais, especialmente após a consolidação da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça.
O instituto busca evitar que execuções fiscais permaneçam indefinidamente paralisadas, sem movimentação efetiva do processo.
Na prática, a prescrição intercorrente representa importante instrumento de segurança jurídica para contribuintes e empresas.
1. O que é prescrição intercorrente
A prescrição intercorrente ocorre quando:
✔ a execução fiscal permanece paralisada
✔ não há localização de bens ou do devedor
✔ o processo fica sem atos efetivos de cobrança por longo período
👉 Nesses casos, o crédito tributário pode ser extinto.
2. Base legal
O tema está previsto principalmente no:
📌 art. 40 da Lei de Execuções Fiscais (Lei nº 6.830/80)
O dispositivo prevê:
suspensão da execução
arquivamento do processo
início da contagem prescricional após determinado período
3. O que o STJ consolidou
O STJ consolidou entendimento importante no Tema Repetitivo 566.
📌 Principais pontos:
✔ a Fazenda Pública deve promover atos efetivos de cobrança
✔ a simples paralisação do processo pode gerar prescrição
✔ o prazo prescricional começa após o período legal de suspensão
📌 Comentário jurídico:A execução fiscal não pode permanecer indefinidamente ativa apenas formalmente.
4. Como funciona na prática
De forma simplificada:
✔ Etapa 1:
Suspensão da execução fiscal por ausência de bens ou localização do devedor.
✔ Etapa 2:
Após o prazo legal de suspensão, inicia-se a contagem da prescrição intercorrente.
✔ Etapa 3:
Se não houver movimentação efetiva, o crédito pode ser extinto.
5. O que interrompe a prescrição
Segundo a jurisprudência:
✔ atos concretos de constrição patrimonial
✔ localização efetiva de bens
✔ medidas úteis de cobrança
👉 Petições genéricas ou movimentações meramente formais não bastam.
6. Importância para empresas e contribuintes
A prescrição intercorrente tornou-se relevante porque:
✔ reduz execuções eternas
✔ reforça segurança jurídica
✔ limita cobranças excessivamente prolongadas
📌 Muitas execuções fiscais antigas podem estar prescritas.
Conclusão
A jurisprudência do STJ consolidou a prescrição intercorrente como mecanismo essencial de equilíbrio entre arrecadação e segurança jurídica:
✔ a Fazenda Pública deve atuar efetivamente
✔ execuções não podem permanecer indefinidamente paradas
✔ contribuintes podem discutir a extinção de cobranças antigas
A análise técnica de cada execução fiscal é fundamental.
Maria Cristina Neubern Prado
Advogada – Neubern Advocacia




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